Ontem fui à biblioteca de Maidstone, e descobri que vendem lá livros em 2ª mão por 30p. Claro está que não escapei a estes saldos fantásticos e comprei 2 livros :) foi mesmo uma verdadeira pechincha!
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domingo, 30 de janeiro de 2011
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
Artistas da Memória
Ao contrário daquele ditado "Não se deve julgar um livro pela sua capa", confesso que foi a primeira coisa que despertou a minha atenção quando peguei neste livro. Há que admitir que é uma capa muito criativa e colorida :D
De que se trata o livro? É uma boa questão de facto. Penso que este livro retrata a suprema das ironias. Centra-se sobretudo em duas personagens: em Noel Burun, um jovem cientista que padece de hiperamnésia e de sinestesia, isto é, lembra-se de tudo que vivenciou na sua vida, sem esquecer o mais pequeno pormenor. Desconheço que haja alguém que queira lembrar-se de tudo, incluindo as experiências mais dolorosas e negras da sua vida. Tal "dom" pode transformar-se numa verdadeira maldição. E como a vida anda sempre de mãos dadas com a ironia, a mãe de Noel, Stella Burun, vê-se confrontada com a doença de Alzheimer, e nesta batalha, pouco a pouco, a sua memória vai-se desintegrando e cai num abismo profundo, fazendo com que Stella perca cada vez mais o contacto com a realidade. Reality bites, right?
Apesar dos médicos lhe darem a triste notícia de que não há cura para o Alzheimer, e que não se avizinha tal acontecimento tão cedo, Noel não perde a esperança, nem que isso exija que se ele próprio a tomar as rédeas da situação e descobrir a cura para esta doença. Nesta cruzada, depara-se com 3 estranhas personagens, cada uma delas essencial para este processo.
Norval Blaquière, um escritor boémio, que aclama ser o Lord Byron dos nossos dias, e tem como projecto dormir com diferentes mulheres, sendo o seu único requisito que esta ordem seja de acordo com o Alfabeto, começando com uma mulher, cujo nome que comece por A, e por aí fora, até à letra Z, num período de 6 meses.
Outra personagem é a jovem Samira Darwish, estudante de Arteterapia, que após o consumo de drogas numa festa, não guarda recordações dessa noite, e tem problemas de memória nos dias seguintes. E por fim, temos Jean-Jacques Jr, ou JJ, um excêntrico inventor, que tem um fascínio profundo por engenhocas, farmácia, e por mais estranho que pareça, por slogans..
Ora bem, e aqui temos as personagens mais entranhas e imperfeitas, que aparentemente não apresentam laços, daí que seja importante sublinhar que "Não se deve julgar um livro pela sua capa" ;)
Queria também acrescentar que uma das coisas que adorei neste livro, foi o facto das personagens principais escreverem um diário sobre as experiências do seu dia-a-dia, e havia aquele contraste fantástico entre as passagens da mãe e do seu filho, e era possível acompanhar a progressão do Alzheimer naquela família, e o impacto que este teve. Só tenho mesmo de dizer que o livro é muito bom :)
Quem estiver interessado, não me importo de o emprestar, desde que vocês não se importem de vir buscá-lo à Madeira xD
Boas Leituras!!!
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Destino, Acaso ou Coincidência?
Deixo aqui uma das minhas passagens preferidas de "Em Busca do Carneiro Selvagem" - Haruki Murakami. Um livro absolutamente fantástico de um escritor simplesmente genial :D
Rating: *****
"Podemos muito bem, se for esse o nosso desejo, vaguear sem destino pelo vasto mundo do acaso. Que é como quem diz, sem raízes, exactamente da mesma maneira que a semente alada de certas plantas esvoaça ao sabor da brisa primaveril.
E, contudo, não faltará ao mesmo tempo quem negue a existência daquilo a que se convencionou chamar o destino. O que está feito, feito está, o que tem se ser tem muita força e por aí fora. Por outras palavras, quer queiramos quer não, a nossa existência resume-se a uma sucessão de instantes passageiros aprisionados entre o «tudo» que ficou para trás e o «nada» que temos pela frente. Decididamente, neste mundo não há lugar para as coincidências nem para as probabilidades.
Na verdade, porém, não se pode dizer que entre esses dois pontos de vista exista uma grande diferença. O que se passa - como, de resto, em qualquer confronto de opiniões - é o mesmo que sucede com certos pratos culinários: são conhecidos por nomes diferentes mas, na prática, o resultado não varia."
Primeiras impressões?? Concordam ou nem por isso?
E, contudo, não faltará ao mesmo tempo quem negue a existência daquilo a que se convencionou chamar o destino. O que está feito, feito está, o que tem se ser tem muita força e por aí fora. Por outras palavras, quer queiramos quer não, a nossa existência resume-se a uma sucessão de instantes passageiros aprisionados entre o «tudo» que ficou para trás e o «nada» que temos pela frente. Decididamente, neste mundo não há lugar para as coincidências nem para as probabilidades.
Na verdade, porém, não se pode dizer que entre esses dois pontos de vista exista uma grande diferença. O que se passa - como, de resto, em qualquer confronto de opiniões - é o mesmo que sucede com certos pratos culinários: são conhecidos por nomes diferentes mas, na prática, o resultado não varia."
Primeiras impressões?? Concordam ou nem por isso?
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