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quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Defeitos...

        Tirando o meu orgulho, que mais parece um poço sem fim, penso que o meu pior defeito é ser demasiado positiva. Tenho este defeito desde que me lembro, uma mania de olhar as pessoas e objectos sempre pelo seu lado positivo, e raras vezes penso no seu lado mais negro. Começo a pensar que isto deriva dos muitos contos de fadas que li quando era miúda..muito obrigada Disney por essa visão fantástica do mundo!
         Já me apontaram muitas vezes que era demasiado positiva, e de tantas vezes que o ouvi, às vezes torna-se díficil discernir se isso de facto é um insulto ou elogio. Que venha o diabo e escolha..
         Tanto positivismo já começa a ter a forma de ingenuidade, ainda que estes não sejam sinónimos. Não poderia ter uma melhor combinação: um poço sem fim de orgulho e de ingenuidade..Hum, os meus pais deveriam receber um prémio Nobel por este feito fantástico! Note-se a ironia entre linhas...
         Mas como disse uma vez disse Haruki Murakami "No matter what they wish for, no matter how far they go, people can never be anything but themselves. That’s all." Faço das suas palavras, minhas. Há já muito tempo que lido com estes meus defeitos, e não me parece que eles irão desaparecer de um dia para o outro. E como a vida é imperfeita, nem o ser o ser mais virtuoso escapa à realidade. Reality, reality...

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Destino, Acaso ou Coincidência?

Deixo aqui uma das minhas passagens preferidas de "Em Busca do Carneiro Selvagem" - Haruki Murakami. Um livro absolutamente fantástico de um escritor simplesmente genial :D


Rating: *****

       "Podemos muito bem, se for esse o nosso desejo, vaguear sem destino pelo vasto mundo do acaso. Que é como quem diz, sem raízes, exactamente da mesma maneira que a semente alada de certas plantas esvoaça ao sabor da brisa primaveril.
        E, contudo, não faltará ao mesmo tempo quem negue a existência daquilo a que se convencionou chamar o destino. O que está feito, feito está, o que tem se ser tem muita força e por aí fora. Por outras palavras, quer queiramos quer não, a nossa existência resume-se a uma sucessão de instantes passageiros aprisionados entre o «tudo» que ficou para trás e o «nada» que temos pela frente. Decididamente, neste mundo não há lugar para as coincidências nem para as probabilidades.
         Na verdade, porém, não se pode dizer que entre esses dois pontos de vista exista uma grande diferença. O que se passa - como, de resto, em qualquer confronto de opiniões - é o mesmo que sucede com certos pratos culinários: são conhecidos por nomes diferentes mas, na prática, o resultado não varia."

Primeiras impressões?? Concordam ou nem por isso?